A elfa Planeswalker Nissa Revane levou uma vida difícil. Ela foi exilada de sua tribo, os Joraga, em mais de uma ocasião, e tornar-se uma Planeswalker a afastou ainda mais. Ela viajou por diferentes mundos, buscando compreender a natureza da responsabilidade dos elfos para com a natureza, mas sempre retornou ao seu plano natal, Zendikar.
Qualquer paz que conseguiu encontrar para si mesma chegou ao fim com o surgimento dos monstruosos Eldrazi. Esses vastos seres interplanares, devoradores de mundos inteiros, haviam sido aprisionados em Zendikar milênios antes. Desesperada para salvar seu mundo, Nissa rompeu o lacre que mantinha os Eldrazi em Zendikar. Sua esperança era que os Eldrazi, libertos de suas prisões, viajassem para o Multiverso. A ameaça se espalharia, mas Zendikar seria salvo.
Não funcionou.
Pelo menos um dos três titãs Eldrazi permanece em Zendikar, ameaçando toda a vida no plano com a aniquilação. Nissa ficou para lutar contra os Eldrazi, mas teme que seja uma causa perdida. Para derrotar as monstruosidades que assaltam o plano, todo Zendikar teria que lutar como um só…
Os olhos de Nissa se abriram.
Fumaça e cinzas rodopiavam acima dela enquanto ela acordava em meio ao caos. Nissa estava imobilizada de costas e conseguia sentir a terra tremer sob ela. Ela olhou ao redor, sua mente tentando se agarrar a qualquer coisa familiar. Nissa conseguia ouvir gritos, mas estavam distorcidos, como se estivesse ouvindo o tumulto ambiente através de um longo túnel com eco. Havia uma pressão que fazia seus ouvidos zumbir. Ela piscou com força. E então, peça por peça, começou a se lembrar. Os Eldrazi haviam invadido os Joraga. Houvera uma grande explosão de energia. Ulamog havia retornado.
Então tudo voltou à sua mente de uma vez, em uma inundação nauseante. Sua tribo estava sendo atacada. Muitos haviam morrido.
Conforme sua visão foi clareando, Nissa pôde ver os corpos retorcidos de elfos entre as árvores partidas. Cadáveres deformados de Eldrazi estavam espalhados pela área — os restos fumegantes das aberrações da prole de Ulamog.
Ela tinha que se mover.
Ela tentou se levantar e foi puxada de volta ao chão — suas pernas estavam presas. Uma árvore havia sido partida ao meio e ela estava entalada sob ela. Ela lutou contra o galho enorme como um animal selvagem preso em uma armadilha até a dor surgir e ela soltar um grito involuntário. Enquanto recuperava o fôlego, uma série de explosões irregulares e staccato rasgou o ar cinzento vindo de algo bem acima do chão. Nissa cobriu a boca com as mãos e ficou tão imóvel quanto uma pedra enquanto um som baixo de tique-taque clicava por todo o redor. Ela só conseguia ver alguns metros em qualquer direção, mas sabia que a fonte do som terrível estava perto. Suas vocalizações vibravam através de seus ossos. Estava caçando.
Ela tentou invocar mana para convocar alguma forma de ajuda, mas estava esgotada. Transplanar estava fora de questão. Tudo que Nissa conseguia reunir era um pequeno brilho de energia curativa para aliviar a dor, mas isso foi suficiente para drenar suas últimas reservas. Ela caiu de volta, exausta, contra o chão que havia se transformado em lama por causa de seu próprio sangue. Em desespero, ela chamou algumas vezes para formas que fugiam do enxame Eldrazi — algumas humanoides, algumas animais — mas ninguém respondeu. O gosto de terra e cinzas encheu sua boca enquanto ela lutava para respirar, e ela conseguia sentir sua vida escapando a cada batimento cardíaco. Então ela viu a silhueta enorme de Ulamog crescer como uma nuvem escura sobre as árvores destroçadas, até bloquear a luz turva do sol de Zendikar. Quando sua sombra passou sobre ela, Nissa ouviu o som cristalino de mastigação que ele fazia ao devorar a vida de Zendikar, deixando seu caminho característico de destruição. Ela conseguia sentir o fedor acre dele e sentiu seu estômago se contrair.
Lágrimas escorriam por suas bochechas enquanto Nissa Revane olhava para o ar rodopiante e enfumaçado e esperava a morte.
Um rosto humano com olhos arregalados, manchado de terra, olhou para ela. Uma mão calejada agarrou a dela. Nissa estava fraca demais para se mover. O humano chamou por cima do ombro enquanto o som de mastigação do titã se aproximava.
— Bahkut! Alira! Por aqui.
Ele se virou para Nissa. Sua mão calejada tocou o rosto dela, e Nissa conseguia sentir a força vital fluindo dele.
— Fique viva. Vamos tirá-la daqui.
— Que Khalni te abençoe — Nissa disse, e escorregou para o escuro.
Nissa acordou com cheiros e sons que lhe eram desconhecidos. Suas pernas latejavam enquanto as movia com cautela e ela olhava ao redor. Sentia-se fraca, mas conseguia sentir um pouco de força retornando.
Ela ouviu passos se aproximando. A aba da tenda se levantou e o humano grande de pele escura que a havia puxado de baixo da árvore entrou.
— Você acordou. — Ele sorriu. — Isso é bom.
— Onde estou? — Nissa disse.
Desconfie de todos. Mesmo que o humano a tivesse salvo, os velhos instintos Joraga permaneciam.
Ela se sentia vulnerável, nua sob as peles, e sabia que estava longe de recuperar todo o seu poder.
O humano sentiu seu desconforto e ergueu ambas as mãos.
— Calma. Você ainda está se recuperando. — Ele pegou suas roupas de um banco próximo e as colocou ao lado dela. Ele se movia de forma lenta e deliberada enquanto falava. — Você está a um dia de viagem de Jalesh. Meu nome é Hamadi. Está em segurança aqui.
— Minha tribo…
A mente de Nissa recuou das memórias. Ela se forçou a fazer a pergunta.
— Você viu o que aconteceu com minha tribo?
Hamadi olhou para ela e disse o que ela já sabia. — Ulamog estava lá. O vale, a floresta. Os Eldrazi não deixaram nada além de cinzas. Sinto muito, mas pelo que vimos, os Joraga não existem mais.
Nissa subia pela mata. Suas pernas ainda estavam rígidas, mas a força estava voltando. Era bom se mover e sentir a floresta fluir ao redor dela como uma tapeçaria verdejante mais uma vez. Hamadi caminhava atrás dela e, para um humano, fazia pouco barulho.
— Lá em cima — ele disse.
Nissa olhou através da floresta densa e viu uma saliência rochosa bem acima deles, onde as árvores cediam ao granito da montanha.
— Aquela saliência lá em cima? — Nissa disse. — Você deve ter muita confiança na sua cura, druida. — Ela ergueu as sobrancelhas para Hamadi, que sorriu.
— Tenho muita confiança na sua força de vontade, Shaya — Hamadi respondeu.
— Que jeito bonito de colocar. — Nissa deu um meio sorriso. — Ei. O que significa Shaya?
Hamadi deu uma risada. — Te conto depois… Shaya.
Eles se sentaram na saliência com vista para a floresta abaixo e comeram nozes, frutas secas e raiz chakri. Nissa conseguia sentir o vigor da raiz suavizando seus músculos cansados.
— Você foi mais do que gentil, Hamadi — Nissa disse depois de um tempo. — Obrigada.
— Estamos em tempos diferentes agora. Foram-se os dias em que nós, os zendikaris, lutávamos uns contra os outros — Hamadi disse enquanto passava mais comida a Nissa. — Foram necessárias criaturas como os Eldrazi para nos ensinar a viver em paz. Ou eles são bons professores ou somos seres cabeças-duras, não é? — Ele riu.
— Acho que está em todos nós, esse tribalismo, essa necessidade de se isolar e separar. — Nissa olhou para a floresta abaixo. — Os Joraga martelavam isso em nós desde o momento em que nascíamos. "Não confie em forasteiros" era algo que eu ouvia desde… sempre. Mudei muito desde então, Hamadi. Já vi coisas demais para ter uma visão tão estreita da vida. A gentileza que você me mostrou também teve um papel nisso.
Hamadi sorriu, depois fez uma pausa e olhou para um pedaço de fruta seca enquanto o girava entre os dedos. — Eu era de Pele-cinza, logo fora da grande floresta de Virapau. — Hamadi jogou a fruta na boca.
— Sinto muito, Hamadi — Nissa disse. — Eu conhecia seu povo. Viajei por suas terras.
— Mundo pequeno, Shaya — disse Hamadi. — Como você sabe, meu povo era de bons caçadores e guias, mas ganhávamos a vida armazenando mana. Nossa magia estava ligada à terra e as árvores nos davam mais do que poderíamos jamais retribuir.
Hamadi se recostou contra uma pedra e bebeu de um odre d'água.
— Muitas casas expedicionárias famintas por mana vinham até nós para comercializar. Naquela época, nossas bolsas e estômagos estavam cheios. Nossas tendas eram quentes. Pensávamos ter alcançado um cume, o cume, mas era um falso. Minha tribo, as casas expedicionárias — todos estávamos cegos.
Hamadi pousou o odre e continuou.
— Havíamos ouvido os rumores da devastação dos titãs, mas não acreditávamos. Como alguém poderia acreditar que era verdade sem ter estado lá? Jamais imaginamos que os Eldrazi viriam para nossas terras e aniquilariam nosso povo. — Hamadi suspirou. — Somos seres de vida curta e visão curta, Shaya. Agora que vi os titãs, sei que existem realidades além da nossa mais selvagem imaginação. Como nos preparar para tais coisas?
Hamadi baixou a cabeça por um breve momento, depois olhou para Nissa.
Mas Nissa não conseguia encontrar os olhos de Hamadi. Enquanto ouvia sua história, uma dor crescente brotou dentro de seu corpo e se alojou em sua garganta. Ela era responsável por tudo aquilo — por toda a perda dele e por toda a devastação de Zendikar. Hamadi havia a tirado, uma elfa Joraga, de uma morte certa. Havia arriscado a vida e salvado a dela. E ela era a causa. Memórias sombrias começaram a se arrastar para a mente de Nissa, vindas dos piores cantos. Todos os seus fracassos, suas escolhas tolas, seu egoísmo e arrogância, despejaram-se em seu estômago como chumbo. Ela ficou enredada na teia de seu passado, repleta dos corpos de mil inocentes que haviam caído diante dos Eldrazi. Ela poderia ter salvado todos eles.
— Hamadi — ela disse, abraçando os próprios joelhos. — Sinto muito.
Nissa seguia Hamadi, Bahkut, Alira e um par de gêmeos kor por um caminho de montanha. Ela conseguia sentir Zendikar, inquieto sob seus pés, como se uma grande besta ainda não nascida se movesse dentro dele. Nissa via grandes blocos da montanha flutuando e girando sobre a trilha à frente.
— Temos que nos amarrar. Campos de gravidade — disse a kor chamada Khali. Seu irmão gêmeo Sha'heel raramente parecia falar, preferindo usar sinais manuais sutis ou nada.
Khali e Sha'heel removeram suas mochilas. Sha'heel puxou cordas, ganchos e correias, passando-os para sua irmã enquanto ela equipava Hamadi, Bahkut, Alira e Nissa.
— Você já fez escalada no céu, Joraga? — Khali disse a Nissa enquanto prendia as correias do arnês dela.
— Odeio ficar fora da terra — Nissa disse. — Mas odeio os Eldrazi ainda mais.
— Então pense em estripar esses malditos e vai se sair bem. — Khali sorriu enquanto apertava a correia de couro e enfiava uma corda de fio pelo laço de metal que conectava Nissa a Sha'heel de forma eficaz. — Sha'heel tem você agora, Joraga, mas não pense que está apenas de carona. Siga sua liderança da melhor forma que puder. — Khali foi ver como estavam Hamadi e os outros dois humanos. Sha'heel olhou por cima do ombro, impassível, depois piscou para Nissa e voltou a amarrar nós e enrolar cordas.
Quando todos estavam presos, eles avançaram para dentro dos campos de gravidade. Nissa sentia seu corpo dar solavancos e se elevar, sacudido pelas poderosas ondas gravitacionais, até finalmente sair do chão. Nissa se sentiu rígida e desajeitada, como um gladehart recém-nascido, enquanto observava Khali flutuar e prender uma linha a um pedregulho que passava, seus movimentos suaves e relaxados. As linhas de ancoragem do grupo ficaram esticadas quando, um a um, todos decolaram, presos à parede rochosa pelas finas mas resistentes cordas kor.
Khali os guiou pelo labirinto de pedregulhos flutuantes. Nissa observava o irmão e a irmã se comunicarem com uma série de gestos manuais intrincados enquanto avançavam mais fundo no campo de gravidade. Dezenas de pedregulhos enormes se moviam em aparente caos, colidindo e rolando. Khali e Sha'heel conduziam o grupo, navegando pelos perigos com facilidade. Suas cordas eram como extensões mágicas de seus braços, ao jogarem linhas para alcançar faces rochosas que passavam ou se lançarem sobre novos pedregulhos enquanto flutuavam por ali. Nissa havia visto os kor operarem à distância, mas jamais havia apreciado sua habilidade e conhecimento do pulso e fluxo de Zendikar como fez naquele momento.
Quando o sol chegou ao zênite, eles pararam, suspensos em cordas entre três pedregulhos que flutuavam sobre um cânion. Alira mencionou como estava silencioso e tranquilo um instante antes de um grito ecoar ao redor deles. Nissa girou a cabeça para encontrar sua localização, mas o som se refletia nas rochas; ela não conseguia se orientar até Khali assobiar e apontar para baixo. Bem abaixo, Nissa conseguia ver um Raspa-trilha — uma cria do titã Ulamog — emergindo de sob a terra diante de um grupo disperso de aventureiros. Nissa não conseguia dizer se eram humanos, elfos ou kor, mas isso não importava. Seus olhos estavam no Eldrazi e ela queria vê-lo morto.
Nissa olhou por cima do ombro e viu Sha'heel puxar uma faca e cortar suas linhas de ancoragem em um único movimento fluido. Nissa ouviu as cordas estourar enquanto Sha'heel mergulhava em direção ao chão em queda livre.
— Esse maldito é meu, Sha'heel! — Nissa gritou enquanto puxava as fivelas e se contorcia para fora do arnês.
Energia surgiu dentro de Nissa e cipós se retorceram da lateral do pedregulho em uma explosão de crescimento, afundando suas raízes fundo na rocha. Nissa os chamou para si e desceu pelo emaranhado de cipós até o chão. Abaixo de Nissa, Sha'heel havia aberto uma vela-de-arrasto e acelerava em direção ao Eldrazi, uma linha de gancho na mão, enquanto o Eldrazi emergia em uma nuvem de poeira e rocha.
Dez viajantes estavam espalhados pelo local. Alguns haviam sido arremessados ao chão quando o Raspa-trilha ergueu um pedaço imenso de terra para o céu. Outros estavam boquiabertos. Alguns saíram em pânico. Antes que alguém pudesse agir, o Raspa-trilha havia agarrado vários membros da expedição e os esmagado em sua mão tentaculada.
Sha'heel fez um rasante baixo e enterrou um gancho de ancoragem na carne emborrachada do Raspa-trilha. O Eldrazi lhe atirou uma manotada enquanto Sha'heel executava uma série de espirais fechadas e soltava uma linha de corda emaranhante. Então Khali riscou pelas pernas do Eldrazi e deixou outra linha emaranhante. O Eldrazi investiu contra os kor enquanto os guerreiros remanescentes da expedição disparavam flechas na esperança cega de acertar algo vital.
— Isso não vai segurá-lo, Joraga! — Khali gritou enquanto descartava sua vela-de-arrasto em alguma cobertura rochosa e rolou para fora de vista. — Faça alguma coisa!
Nissa tocou o chão correndo. Ela sentiu o poder brotar dentro dela e um sorriso feroz abriu em seu rosto. Ela ia destruir aquela aberração da natureza. Ele ia pagar por tudo. Em dobro.
As cordas dos kor estouraram quando o Eldrazi se libertou, mas todos os sons foram suprimidos pelo estrondo que sacudia os ossos enquanto a terra ganhava vida. Fogo verde disparou de Nissa para dentro da terra. Ela conseguia sentir seu reservatório de poder se expandir e ela o esvaziou completamente em seu feitiço. Um elemental enorme emergiu em vários pedaços colossais, se arrancando da lateral do cânion em uma chuva de terra. O Eldrazi se virou, apenas para ser agarrado por uma mão enorme feita de rocha, raízes e terra.
Nissa jogou cada grama de energia no elemental e, enquanto ele esmagava o Eldrazi, ela esmagou junto a dor de seu passado. Nissa cerrou os dentes. Não mais permitiria que tais monstros existissem. Não mais seria uma espectadora neste plano — em nenhum plano. Zendikar fluiu para dentro de seu ser e seu poder focou sua vontade. O Eldrazi lutou e arranhava o colossus de terra, mas o elemental apenas apertava mais o aperto. Nissa chamou dois outros elementais para emergirem em um trovão de terra. Os behemoths imponentes fecharam o cerco sobre o Eldrazi contorcido enquanto ele emitia uma explosão de sons em staccato que rasgaram o ar, mas seus sons logo foram cortados quando os outros dois gigantes espancaram o Raspa-trilha até se tornar uma massa retorcida de carne irreconhecível.
Conforme a poeira assentava ao redor deles, Sha'heel olhou para Nissa.
— Caramba.
Khali, Alira e Bahkut cuidavam dos membros sobreviventes da expedição enquanto Sha'heel inspecionava o cadáver enorme do Raspa-trilha. Hamadi desceu pelo longo rastro de cipós, e Nissa foi ao seu encontro embaixo.
— Eu sabia que a terra falava com você — disse Hamadi com uma risada. — Mas nunca imaginei que rugisse para você!
— Não vou mentir, Hamadi — disse Nissa enquanto enxugava o suor da testa. — Isso foi muito bom.
— Zendikar quer se ver livre dessas coisas. Ele lhe dá seu poder como a ninguém mais que já vi. — Hamadi deu um tapinha no ombro de Nissa. — Ele a escolheu, Shaya.
— Vai me dizer o que isso significa? — Nissa perguntou.
Hamadi sorriu para ela.
— Significa "Despertadora do Mundo."
📝 Notas do tradutor — Nissa, Despertadora do Mundo
"Shaya": mantido sem tradução ao longo de todo o capítulo, conforme decisão do glossário (DECISÃO DE INCONSISTÊNCIA V). O significado é revelado na última linha pelo próprio Hamadi — "Despertadora do Mundo" —, funcionando como nota embutida no texto, dispensando nota de rodapé separada.
"Gladehart": criatura de Zendikar não registrada no glossário. Mantida sem tradução por ser nome próprio de criatura do universo MTG, com a mesma lógica de baloth, gnarlid e hurda. Proposta de adição ao glossário.
"Sha'heel" (DECISÃO de inconsistência): o texto original usa "Bakhut" e "Bakhut" de forma inconsistente no capítulo. Padronizado para "Bahkut" conforme o glossário, exceto na linha 185 do original ("Bakhut") que foi corrigida silenciosamente.
"Whoa": traduzido como "Caramba" — interjeição coloquial de impacto equivalente, preservando o tom informal e lacônico de Sha'heel, que raramente fala.
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